R, é formada em história, tem aproximadamente 50 - 60 anos e é uma pessoa que consegue misturar de uma forma fenomenal, esoterismo, teorias da conspiração, "alienígenas entre nós" (inclusive os do passado) e cristianismo. Ela meditava regularmente, faz acupuntura além de pensar que a própria Terra é uma forma de vida consciente e que a física quântica é algum tipo de magia comprovada pela ciência.
R é o tipo de pessoa que vê filmes com o Tom Hanks, ou lê livros do Dan Brown e pensa ser algo real, ou em parte real. Com isso você pode concluir que O Código DaVinci e Anjos e Demônios são seus filmes prediletos. R também compra DVDs com seis horas de documentário que supostamente prova a existência de alienígenas, illuminatis, etc. Ela, é minha professora de artes, e com esses assuntos em mãos é fácil pular para teorias malucas sobre ordens seculares que vão controlar a humanidade em pouco tempo (pouco tempo esse que nunca acaba).
Por mais que me incomode esses assuntos em sala de aula, não é isso que mais me aborrece, oque me deixa irritado ao nível de querer sair de sala são as pessoas olhando pra ela e dizendo "Ela sabe de tanta coisa!".
Isso é o epitome da ignorância e falta de maturidade. Pessoas com essa visão romântica, infantil e preguiçosa do mundo é oque não falta. A partir desse tipo de pensamento é que surgiu oque eu considero a maior praga na raça humana, o cristianismo (entre outras religiões). E pelo que vejo essas pessoas que supostamente tem a mente esclarecida, são admiradas como sabias do século XXI. Sendo que em maioria são pessoas sem o mínimo de senso crítico e com preguiça ao máximo que tentam explicar o mundo por coisas inexplicáveis e pseudo ciência. Pegando fatos e estudos científicos os desvirtuando ao máximo para encaixar naquela lacuna de explicação para questões como "Para onde vamos?", "De onde viemos?", "Como surgiu o universo?", etc. Questões essas que em maioria já existe a resposta, crua e fria.
Isso é medo de desconhecer o mundo e preguiça de conhece-lo ao mesmo tempo. Eu realmente espero que R, no final da sua meia idade, repense essa não aceitação a frieza que o mundo é e alcance a maturidade mental. Se estiver lendo isso, saiba que você ainda sim é uma excelente professora de história, alem de ser uma ótima pessoa também.
P. H. Pacheco
22:00, 28/04/2014
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